A possível saída da UniSR/Uninove de São Roque não afeta apenas uma instituição. Ela impacta diretamente a vida de centenas de estudantes.

Este formato tem mais força porque traz a voz dos próprios alunos, mostrando que o problema não é apenas institucional, mas humano e social.

🎓 A possível saída da UniSR/Uninove de São Roque não afeta apenas uma instituição. Ela impacta diretamente a vida de centenas de estudantes.

Nos últimos dias, muito se falou sobre contratos, concessões, aluguel, negociações e responsabilidades. Mas existe uma realidade que precisa ser colocada no centro dessa discussão: a realidade dos alunos.

Após a reunião realizada com a Prefeitura e diante das conversas entre estudantes de diversos cursos, ficou evidente uma preocupação comum: a transferência para municípios distantes ou para a capital não é uma solução simples para quem vive a rotina de trabalhador e estudante.

Muitos alunos trabalham em São Roque, Mairinque, Alumínio, Araçariguama, Alphaville e região. A maioria já enfrenta jornadas exaustivas de trabalho durante o dia para conseguir pagar seus estudos.

Os relatos são preocupantes.

Alunos que trabalham em Alphaville afirmam que, saindo às 18h, chegam à Barra Funda apenas entre 19h15 e 19h30 em condições normais de trânsito. Outros relatam congestionamentos superiores a duas horas entre a região da Cacau Show, Castelo Branco e Osasco, especialmente em horários de pico.

Além disso, há fatores que tornam o deslocamento ainda mais imprevisível:

🚗 Acidentes frequentes;

🌧️ Chuvas;

⚽ Jogos e eventos na região da Barra Funda e Allianz Parque;

🅿️ Dificuldade para estacionamento;

🚦 Trânsito intenso na Castelo Branco e Marginais.

Mesmo com a proposta de transporte gratuito apresentada pela Prefeitura, muitos alunos destacam que o principal problema não é apenas o custo do deslocamento, mas o tempo perdido diariamente.

Para diversos estudantes, o transporte precisaria sair de São Roque por volta das 16h para garantir a chegada às aulas na capital. Isso simplesmente inviabiliza a vida acadêmica de quem trabalha até o final da tarde.

Há relatos de alunos que trabalham das 7h às 19h. Outros afirmam que seria impossível deixar o emprego mais cedo para embarcar em ônibus fretados.

Cursos presenciais também trazem desafios específicos. Estudantes da área da saúde alertam que modelos temporários com poucas aulas presenciais por semana não representam uma solução definitiva, já que as exigências acadêmicas e regulatórias exigem atividades presenciais frequentes.

Por isso, a principal reivindicação dos estudantes permanece a mesma:

📍 A manutenção do ensino superior em São Roque.

Mais do que preservar um prédio ou uma marca, trata-se de preservar oportunidades para centenas de pessoas que escolheram construir sua formação profissional na cidade.

Os alunos não estão pedindo privilégios.

Estão pedindo condições reais para concluir seus cursos, manter seus empregos, cuidar de suas famílias e continuar investindo em seus sonhos.

A reunião marcada para o dia 24 de junho será decisiva. Esperamos que todas as partes envolvidas compreendam que esta discussão não pode ser reduzida a números ou contratos.

Estamos falando de pessoas.

Estamos falando de futuros advogados, enfermeiros, administradores, professores e profissionais que ajudaram e continuarão ajudando a construir São Roque.

Que a busca por uma solução tenha como prioridade aqueles que mais serão afetados por qualquer decisão: os estudantes.

Principais reclamações e preocupações dos alunos

✅ Trânsito excessivo entre São Roque e São Paulo, especialmente nos horários de pico.

✅ Tempo de deslocamento que pode ultrapassar 2 horas apenas em parte do trajeto.

✅ Inviabilidade para quem trabalha em horário comercial.

✅ Necessidade de sair de São Roque por volta das 16h para chegar às aulas na capital.

✅ Cansaço físico e mental causado pela rotina de trabalho + deslocamento + estudo.

✅ Custos indiretos com estacionamento, alimentação e deslocamentos extras.

✅ Risco de evasão acadêmica por incompatibilidade entre trabalho e estudos.

✅ Preocupação dos alunos de Enfermagem e outros cursos presenciais com a impossibilidade de substituir atividades presenciais por EAD.

✅ Insegurança sobre a continuidade dos cursos e validade do planejamento acadêmico realizado pelos estudantes.

✅ Desejo majoritário de permanência da instituição de ensino em São Roque.

✅ Falta de respostas claras sobre o futuro da faculdade e dos cursos.

✅ Receio de que as alternativas apresentadas sejam temporárias e não solucionem o problema a longo prazo.

✅ Impacto negativo para estudantes de cidades vizinhas que também dependem da estrutura da faculdade em São Roque.

✅ Entendimento de que transporte gratuito ajuda, mas não resolve o problema do tempo de deslocamento.

✅ Defesa da preservação do ensino superior presencial no município como política de desenvolvimento social e econômico para toda a região.